7.3.09

Quando a casa cai - Capítulo 3

Em primeiro lugar quero pedir desculpas ao super atraso! Não foi minha intenção, eu juro!
Mas a inspiração faltou, eu viajei e tenho prova toda semana [aliás, 4 provas]. Espero que vocês me compreendam!
Parando com a enrolação... Ai está:

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Quando a casa cai
Capítulo 3 – Imprecisão
Quando olhamos as estatísticas sobre o trânsito e seus acidentes, nunca imaginamos que um dia estaremos incluída nos dados. Ainda mais o seu irmão mais novo! Ele ficou mais ou menos três semanas no hospital fazendo fisioterapia e se recuperando. Como os médicos disseram: “Ele se recuperou muito bem!” e por isso pôde fazer o tratamento em casa. Ao chegar à sala do apartamento junto com toda família, Breno olhou tudo como se o pequeno cômodo fosse o maior de todos os palácios. Foi uma cena bastante complexa. Cada morador daquele apartamento ficou em um lado da sala e meu irmão no meio, observando com admiração o espaço. Não acredito que era bem isso, mas sim, alívio, ou sei lá.
Meu irmão estava grato, a quem quer que seja que fez ele se safar dessa. Ele não recebeu sermão dos meus pais, pelo ao menos não verbal. Mas só o olhar deles, quando o viam assim já era um belo castigo.
A sala ficou em completo silêncio por algum tempo, que só foi quebrado pelos sussurros dos passos de meu pai. Ele fora dormir, tinha que trabalhar muito mais que de costume. Contas novas se acumularam. Sabe como é né?!
Minha aulas começariam dalí a uma semana e eu tinha que me empenhar cada vez mais. Meu pai não largava do meu pé e acredite, ele não precisava falar nada. Eu nunca vi uma pessoa dizer tanta coisa com um rápido olhar ou uma única palavra. O simples 'oi' do senhor Henrique já era o suficiente.
Uma perguntava que me passava pela cabeça, era como Breno iria estudar. Ou melhor, onde. Mas não era hora de perguntar, concordam? Aliás, era uma péssima hora pra falar qualquer coisas que fosse.
Meu irmão olhou pra mim e saiu da sala com o apoio da cadeira de rodas. Não que ele não pudesse andar. Ele podia, de muletas e com muita dificuldade, mas ele conseguia. Eu sabia o que ele queria. E fui atrás dele. Quando entrava pelo corredor ouvi minha mãe se sentar no sofá. Ela não dormiria tão cedo naquela noite.
- Em que estava pensando? - Foi a primeira coisa que ele disse ao entrarmos no quarto.
- Está tão na cara? - Eu disse fazendo uma careta.
- Não. - Ele mentiu.
- Bem... Estava me perguntando como seria de agora pra frente. - Eu disse tentando desviar de seu olhar. - As aulas começam logo.
- Entendi. - Disse ele encarando o chão e colocando a mão direita no queixo. - Mas não tenho como te dar a resposta.
- Qual é Breno?! Isso tudo não te fez pensar em nada não?
- Nossa que clichê Elizabeth! - Ele disse, olhando pra mim com um tom brincalhão e ao mesmo tempo sarcástico.
- Clichês às vezes são necessários - Eu disse olhando agora no fundo de seus olhos. Ele entendeu o recado.
- É claro que eu pensei. Eu sei... foi a maior besteira que já fiz. Eu sei, nem precisa falar. - Ele falou olhando pra cima.
Ele fez uma pausa pra me encarar novamente.
- Mas tirando a 'fisio', não sei o que vou fazer.
- Como não sabe?
- Não sabendo caramba! Se liga Eliza! Não é todo mundo com 16 anos que sabe o que quer! - Ele se exaltou. Eu não respondi.
Ele deu um suspiro e se acalmou.
- O que você sugere?
- Que você estude. - Ele fez cara de que aquilo era óbvio. - E... Volte a estudar no instituto. Que você se empenhe para não fazer burrada de novo. Em suma, quero que você tome juízo. - Ele ensaiou querer fazer uma brincadeira - Sem essa que só tem vodka ou coisa do tipo. Essa piada está super ultrapassada.
Ele caiu na gargalhada e eu o acompanhei.
- E você? O que vai fazer?
- O que você acha? - eu respondi franzindo o cenho.
- Mas e o papai?
- O papai que se dane! - ele me olhou assustado. - Tá... não é que se dane. Mas eu não quero fazer medicina! Já cansei de dizer pra ele.
- Mas então... se não for medicina.. o que você pretende?
- Dança. Morar fora do país.
- Entendi. Tem certeza?
Eu pensei no que ele disse por alguns minutos. Eu realmente amava meu balé. Mas tinha que ser realista, depois que eu fosse ficando mais velha... como iria trabalhar? Como professora? Por mais que eu brigasse com o meu pai e seu desejo imensurável de me fazer realizar seu sonho, no fundo, medicina era uma boa profissão. Nunca teria problema pra arranjar emprego pelo ao menos. A dúvida começou a pairar sobre mim.
- Bem...
- Não. Você não tem certeza. Pelo ao menos, não mais.
Eu não respondi. Ele tinha razão.
- Hey! Será que tinha como você me dar uma mãozinha aqui?
Eu tive que sair do meu devaneio e percebi que ele queria deitar na cama.
- Calminha ai moço!
Desencostei-me da parede e arrumei sua cama. Ajudei-o a se deitar e forrei seu corpo com uma coberta. A cidade estava bem fria aquela noite.
- Boa noite Breno.
- Boa noite Elis. E... Obrigado.
Respondi com o olhar, apaguei a luz e sai do quarto.

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Oi denovo! Hoje vou indicar por aqui um blog que eu adoro. Ele se chama Roxy Style. É uma blog muito legal, cheio de novidades. Mas vou logo avisando, quem vai gostar logo de cara são as meninas. É um blog que falar sobre cuidados. Cabelo, unha, tedências, etc. Mas como elas são completamente descoladas eu AMEI esse blog. Elas falam de piercing, tatuagens, cabelos coloridos, e muito [muito] mais! Vale a pena dar uma conferida!


É isso! Espero que gostem da indicação e que tenham gostado do capítulo!
Beijos guys!