19.2.09

Quando a casa cai - Capítulo 2

Está aqui o 2° capítulo que venho prometendo faz tempo! Tava muuuuito ocupada [pra você ter noção, estamos na terceira semana de aula e hoje já teves 4 provas]! O 3° e 4° capítulo devem sair no domingo e no feriado de carnaval!
Bem... é isso!
Beijos :*


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Quando a casa cai
Capítulo 2 – Conseqüências...
Ficamos algumas horas na sala de espera aguardando notícias sobre a cirurgia de Breno. Ele, assim como os outros dois garotos (um deles dono do carro e motorista), sofreu várias pancadas pelo corpo. Foi pura sorte eles terem sobrevivido até então. Um carro de pequeno porte, em alta velocidade, com três menores de idade bêbados não poderia dar boa coisa. E realmente não deu!
O veículo bateu de frente com um poste em plena Avenida Paulista. Nenhum dos passageiros usava cinto de segurança. Meu irmão, que estava no carona foi arremessado para fora do carro, atravessando o pára-brisa. Os médicos disseram que ele era muito sortudo. Não bateu a cabeça ou a coluna no meio fio. Porque se isso acontecesse poderia ter sido bem pior!
No final da cirurgia ficamos sabendo que nenhum deles corria risco de vida. Mas a irresponsabilidade dos três sairia muito caro.
O ‘motorista’ além de ter que prestar muitas contas (menor de idade dirigindo escondido o carro do pai), teve vários cortes por toda a face, e provavelmente, ficaria cego, de pelo ao menos um dos olhos.
O outro garoto, quebrou uma das pernas em três lugares e teve alguns arranhões. Esse não sairia tanto no prejuízo. Mas poderia dar adeus a muitos esportes.
O mais preocupante era Breno. Ele teve diversos cortes no rosto (por ter atravessado o vidro), quebrou várias costelas, braços e pernas em vários lugares. Na mais bonita das hipóteses, só voltaria a andar com um ano de fisioterapia.
Minha mãe só saiu do hospital pra tomar banho. Mas não demorava muito e já estava de olho na pequena janela que separava o quarto do corredor. Ela repousava num sofá desconfortável do hospital, que eu nem sabia onde ficava. Durante o dia eu ficava ao lado dela sentada em uma cadeira com livros no colo. Só saia pro balé e pra dormir em casa. Meu pai saía do trabalho, ia ao hospital e nós voltávamos pra casa. No mais absoluto silêncio.
Não foi autorizada a visita nos três primeiros dias após a cirurgia e mesmo depois de terem-no tirado do coma induzido não pudemos entrar no quarto. Cinco dias após o acidente quando meu pai estava chegando ao hospital os médicos nos autorizaram entrar no quarto da UTI.
Dona Lia correu pra junto do filho e segurou sua mão direita. Eu fiquei de pé do outro lado da cama acariciando sua outra mão completamente machucada.Meu pai entrou no quarto, fechou a porta e ficou ao lado desta. Senti a onda de angústia vinda do meu pai ao ver o filho daquele jeito. Breno estava cheio de hematomas no rosto. Cortes, galos, lugares roxos. O cabelo tão lindo e sedoso tinha sido completamente cortado para que não atrapalhasse a cicatrização dos cortes que eram visto por todo o crânio e pescoço. Os braços e as pernas enfaixadas por toda a extensão. Em uma das pernas vários pinos foram colocados.
Com certeza minha família nunca mais esquecerá essa cena. Foi horrível ver meu irmão que era tão alegre e feliz naquele estado.
Nesse momento, ao sentir o nosso toque ele abriu os olhos e disse:
- D-desculpa... – sua voz falhou e uma lágrima escorreu pelos lindos e machucados olhos.

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Vou aproveitar e agradecer alguns selos, aos quais fui indicada pelo 71460//09 e pelo Ideias e Alucinações! Muito obrigada de verdade Tiago e Glória! fiquei muito feliz. Mas como há algum tempo eu já fiz um Meme com os meus blogs preferidos! Já ta bom né?!
Mais uma vez obrigada! *-*

15.2.09

Fica pra essa semana!

Eu tive que me preoculpar com algumas coisas essa semana e final de semana! Por isso o capítulo 2 do "Quando a casa cai" fica pra terça ou quarta! Quando chegar vocês vão saber porque não deu tempo de escrever!
Humm... Quem visita o Cold Letter ficou sabendo da foto que eu mandei pra Atrevida, e que acabou saindo na revista! Vocês não imaginam a minha felicidade! Não achei que daria certo! =)
Eu tô estudando muito, vou tentar negociar um pequeno privilégio: postar no Unwritten as 4ªs.
Então... A novela ficaria no domingo e algum post sobre outras coisas (livros, músicas e etc) ficaria na 4ª. Estamos em fase de negociação.
No mais é isso!
Queria indicar duas coisas hoje.
O blog do meu pai, que chama Vida de Plantonista [ele é médico ok?!] - hsantana3.blogspot.com
E o blog da Flah, lá vocês vão encontrar a foto da revista e também uma "saga/novela" muuuito legal, chamada Txeming [ tchêmingui] - coldletter.blogspot.com

7.2.09

Quando a casa cai - Capítulo 1

Venho prometendo a séculos. Está ai o primeiro capítulo da novela/conto. Espero que gostem !
E respondendo as perguntas dos comentários eu estou no 2° ano.


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Quando a casa cai
Capítulo 1 - Férias, o início dos problemas

Quando entramos de férias e começamos a passar mais tempo juntos é que percebemos como as coisas andavam mal em nossa casa.
Minha mãe sempre esteve por lá, ela era dona de casa afinal. Meu pai que era dentista, chegava em casa no final da tarde. Meu irmão tinha se mudado de escola no ano passado quando não mostrou a nossos pais que merecia estar numa escola tão cara.
A escola onde eu estudava era muito bem conceituada e cara, muito cara. Meu pai queria que eu fizesse medicina, porque ele não tinha conseguido realizar seu sonho e queria realizá-lo comigo. A filha brilhante! Tudo balela! Eu quero é ser bailarina e viajar o mundo inteiro! Sempre que é esse o assunto é briga na certa, ainda mais porque eu estava na véspera do vestibular.
Meu irmão, um ano mais novo se deu muito mal no primeiro ano, pegou duas dependências e um monte de reclamações dos professores , sendo várias vezes chamado na direção pelo seu mau comportamento. E por esse motivo ele mudou de escola e estuda em uma que pega mais leve no estudo, na distância (era mais perto de casa) e também mais leve na mensalidade. Por isso ele não é tão cobrado quanto eu.
Nós sempre fomos muito amigos. Ele era meu melhor amigo e vice-versa. Mas nesse colégio ele conheceu pessoas com quem eu não simpatizava e como ele sabia disso, nunca me chamava pra sair nas sextas e sábados à noite. Eu só fazia estudar e ele sair. Nas férias essas saídas foram ficando cada vez mais frequentes e duravam cada vez mais. Uma hora isso vai dar problema, eu sempre pensava. Não demorou muito pra que isso acontecesse.
- Túlio! Porque é que você está chegando em casa a essa hora? – Minha mãe berrou assim que o garoto de 15 anos parou na sala com cara de sono.
- Sai com a galera, que mal tem?! E a senhora o que está fazendo acordada as 2 da manhã?
- Te esperando pra gente conversar e fazendo companhia pra sua irmã!
- Conversar agora? ‘Tô’ azul de sono!
- Filho... você está saindo todas as noites e voltando super tarde.
- Eu estou de férias. Dá um tempo mãe!
Minha mãe ficou resmungando mais um pouco, mas ele nem ouviu. Veio para a cozinha, onde eu estava estudando, e sentou-se ao meu lado.
- Como ta Elis? – ele me observou resolver um exercício de física.
- Estou bem e você? – Eu disse olhando pra ele de rabo de olho. Ele não olhava pra mim. Olhava pro nada.
- Eu estou...-Ele não concluiu a frase. – Você acha que a mamãe ta certa?
-Certa em que?
- Não se faça de desentendida. Você ouviu perfeitamente a nossa rápida conversa.
- Eu só acho que você devia levar seus estudos mais a sério. Só isso.
- Igual a você? Dispenso.
- ‘Tá’! Eu sei que eu vivo pra estudar e não o contrário. Mas relaxar como você é demais, vamos combinar!
- Eu sei... – E realmente, ele sabia.
Ficamos ali mais algum tempo conversando e fomos dormir. Na noite seguinte ele saiu novamente e ficou até mais tarde novamente. Mas aconteceu um fato novo.
- Alô. Sim, é ela. – minha mãe disse atendo ao telefone – O que?!? Já estamos indo!
- O que houve mãe?
- Seu irmão... Ele está hospitalizado.

6.2.09

O retorno

Olha eu aqui denovo! Mil desculpas, mas final de férias eu viajei e as aulas, que começaram a uma semana, estão enchendo meus horários. Além de que meu pai me proibiu de mecher no pc dia de semana porque senão eu não estudo! E tem dado muito certo, estou estudando todos os dias, voltei a fazer inglês, vou fazer francês, cursinho de exatas e português. Tudo isso pra que? Uma desgraça que deram o nome de Vestibular! Falar a verdade: eu estou morrendo de medo de não passar. Pode parecer frescura, mas é a verdade!
Acho que era pra eu estar mais preocupada só no 3° ano, mas sabe como é mulher... enfim!
Eu prometi uma novela não foi?! Então... o primeiro capítulo ta quase pronto! Só falta editar! Até o domingo eu vou olhar, mudar algumas coisas e colono aqui! Espero que goste!
Bem é isso!
Então já sabem! Só no final de semana [infelizmente] é que terá post novo por aqui, pelo ao menos até eu provar para o meu pai que a internet não vai me fazer parar de estudar!
Beijos :*